Sérgio Galvão. "A vitória até faz subir o PIB de Torres"

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Estamos agora em direto neste jornal o presidente da Câmara de Torres Vedras, Sérgio Galvão. Bem-vindo, obrigado por estar conosco em direto. Calculo que não tenha muitas horas de sono neste momento.
Muito obrigado, bom dia. Sim, de facto, foi até à 01:00 que houve festa aqui mesmo em frente à Câmara Municipal. E foi até à 01:00, porque obviamente, e já foi dito, os jogadores precisam de descansar, de assentar ideias, de refletir, porque apesar de ter sido um dia épico ontem para o clube de Torres Vedras, eles têm um compromisso importantíssimo na quinta-feira com o Casa Pia e é preciso obviamente preparar a equipa, quer física, quer psicologicamente, para o jogo de quinta-feira, que pode dar a subida do Torreense à primeira liga. E obviamente que neste momento o treinador e a equipa estão focados neste jogo e acho que será também muito importante para o clube. Mas ontem foi de facto um dia extraordinário, porque começámos de manhã na Mata do Jamor, logo de manhãzinha, com milhares de torreenses a quererem marcar presença. E culminou de facto com uma vitória de todo inesperada. Direi que é inesperada, obviamente, que as forças eram David contra Golias e uma equipa da primeira com uma equipa da segunda liga, obviamente que o favoritismo era todo do Sporting. Com os compromissos que teve e que tem num curto espaço de tempo, era quase impensável acontecer aquilo que aconteceu.
Tem alguma explicação agora mais racional para o que aconteceu ontem? O que é que ditou a vitória do Torreense? Qual foi o segredo?
O Torreense foi melhor que o Sporting. Eu estive presente a ver o jogo e o Sporting penso que obviamente que queria ganhar, mas o Torreense teve um querer mais forte. Não sou especialista em futebol, mas direi que o Torreense está a fazer uma época extraordinária. É um trabalho de anos de investimento. Há pouco tempo o Torreense ainda estava na terceira liga e de facto tem vindo a subir. Os jogadores estão a fazer uma época extraordinária, o treinador está a fazer um trabalho extraordinário, a direção está a fazer um trabalho extraordinário. E penso que é o culminar, de facto, deste esforço, porque às vezes para se ter sorte é preciso trabalhar muito. E penso que o Torreense trabalhou bastante, trabalhou muito bem. E hoje temos um clube que conseguiu unir 90 mil torreenses, que é a nossa população residente, e conseguimos unir toda esta gente à volta do clube. E agora vamos em força para Rio Maior, relativamente ao jogo com o Casa Pia, porque penso que estamos a viver um momento extraordinário. O Torreense fez 109 anos de vida agora no dia 1 de maio, porque este mês de maio é o mês das comemorações do Torreense e nada como esta prenda inédita de uma equipa da segunda liga ganhar a Taça de Portugal.
E claro que agora estão até com uma força redobrada para conseguir vencer o Casa Pia e subir à primeira liga. Isto é muito importante para a cidade também, não é, Sérgio Galvão?
Evidente, pela capacidade, pelo Conselho. Há uma projeção enorme no nome de Torres Vedras. Aliás, ontem foi um efeito enorme. Hoje continua a ter esse efeito enorme. Comunicação, imprensa, tudo à volta de Torres Vedras.
Até está a subir a equipa.
Ontem subiu de certeza absoluta. E hoje também. Porque de facto há uma projeção do nome de Torres Vedras, porque o Sport Clube Torreense é um clube centenário e obviamente que ao estar na primeira liga, ao vencer a Taça de Portugal, este feito inédito, está aqui um catapultar obviamente da marca e da imagem de Torres Vedras. Nos próximos tempos vamos obviamente celebrar este dia, dia 24 de maio vai ficar na memória de toda a gente, e o feito que o Torreense conseguiu de facto é extraordinário.
E agora colocam-se até questões mais práticas, Sérgio Galvão, que têm a ver com o facto do Torreense poder ir jogar uma competição europeia. O clube, a cidade, tem estrutura para os desafios que a equipa terá na próxima época?
A cidade tem, o clube não. Portanto, o campo de futebol não tem condições nem para estar na primeira liga. Portanto, o Torreense nesta fase, ao vencer o Casa Pia, eventualmente irá jogar precisamente no local onde o Casa Pia joga hoje, que é em Rio Maior. Portanto, o estádio não tem condições. Compete-nos a nós, também autarquia, dar o apoio necessário. Já temos um compromisso com o clube de poder ajudar nas infraestruturas para que permita durante esta época, criarmos condições para que o clube o mais rapidamente possível possa receber jogos da Liga Europa, porque isso já é certo. Quer dizer, o Torreense passou de facto à fase de grupos da Liga Europa, entra diretamente. E houve aqui de facto um efeito enorme no futebol português, porque o Braga passa para a Liga Conferência, o Benfica vai ter de fazer eliminatórias. Portanto, deixa de ir às competições europeias. E uma equipa da segunda liga, caso o Torreense não consiga subir agora na quinta-feira, é essa equipa que vai representar Portugal e o país na Liga Europa. Portanto, isto é um efeito enorme e agora compete-nos a nós também dar uma ajuda, nós Câmara Municipal, nestas infraestruturas para que o Torreense tenha.
O que é que a Câmara pode fazer? O que é que está a pensar fazer para ajudar?
Nós neste momento temos um projeto em cima da mesa que tem a ver com a recuperação de uma bancada do campo relvado, em que a Câmara pode de facto dar uma ajuda significativa. Aliás, já tem vindo de outros mandatos o apoio às infraestruturas e nós vamos continuar esse apoio para que o Torreense tenha condições de poder disputar e estar ao mais alto nível, porque o estádio é na cidade, é no meio da cidade. Portanto, gostaríamos que nesta fase continuasse a ser, porque de facto vai trazer muita gente a Torres Vedras, obviamente, e a cidade obviamente merece também este clube que tem, que é o Torreense, que está de parabéns.
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